domingo, 13 de março de 2011

A PREFEITURA DO RIO DE JANEIRO E AS CERVEJARIAS

Há ética na associação entre a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e as cervejarias?

Muito se falou sobre o carnaval de rua do Rio de Janeiro em 2011. Dada a imensa participação popular nos quatro cantos do município, onde blocos com centenas de milhares de foliões nativos ou agregados desfilavam pelas ruas dos bairros, o evento foi denominado de 'revitalização do carnaval de rua da cidade'. Um grande espaço de mídia foi dado a esta legítima manifestação carioca e brasileira.

Marketing agressivo: centenas de placas espalhadas pela cidade

A pergunta que, entretanto, nos parece pertinente é se a parceria entre a municipalidade e a indústria da bebida alcoólica deveria ser explícita como foi?


Enquanto passamos os meses de novembro a janeiro assistindo às imagens cinematográficas das capturas de meliantes responsáveis pelo comércio de drogas ilegais, dias após assumimos formalmente a associação da Prefeitura do Rio de Janeiro com a divulgação de droga legal?


Tratando-se o álcool de uma substância potencialmente geradora de dependência física e psíquica, estimular oficialmente o seu consumo é ético? Entre os milhões de jovens estimulados, quantos tornar-se-ão dependentes em futuro próximo? É possível ter-se esta resposta de antemão?

Vale lembrar que a Organização Mundial da Saúde classifica o alcoolismo como a segunda causa de morte evitável no planeta, apenas atrás do tabagismo. E também que a primeira causa de mortes violentas no planeta é o acidente de trânsito, onde os levantamentos atestam que, na maioria deles, havia bebida alcoólica consumida anteriormente? O mesmo acontecendo com os casos de violência doméstica e urbana.

A maior festa popular do planeta merece ser palco de uma campanha tão forte do marketing da bebida alcoólica? Diante uma saúde pública claramente subfinanciada no país, como arcar futuramente com todas as mazelas decorrentes do adoecimento de parte deste imenso aporte de usuários de álcool?

segunda-feira, 7 de março de 2011

DIA MUNDIAL SEM FUMO 2008 - A JUVENTUDE ROMPENDO A REDE

OMS convida a juventude a romper a rede que o marketing da indústria do fumo arma

Parte da campanha de 2008 da Organização Mundial da Saúde, para o Dia Mundial Sem Fumo, foi denunciar as estratégias de marketing da indústria para enredar a turma mais jovem, rumo à iniciação no tabagismo.

Quebrar a rede foi o espírito da campanha - 'break the net'.

video

Rompendo a rede da indústria - 2008

TABAGISMO E MODA

O Dia Mundial Sem Fumo de 2008 denunciou a associação entre duas indústrias

A Organização Mundial da Saúde trouxe para o debate o risco da associação inescrupulosa entre os caciques da indústria do fumo e os da moda.

video

A indústria do fumo usa a indústria da moda

domingo, 6 de março de 2011

MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DO DIA MUNDIAL SEM FUMO 2011 LIBERADO PELA OMS

Maior tratado mundial da saúde pública é o tema para o 31 de maio



video




Desde 1990, o dia mundial sem fumo é celebrado em 31 de maio. O tema de trabalho para 2011 é: a Conveção Quadro para o Controle do Tabaco - CQCT (Framework Convention on Tobacco Control - FCTC).




3 MANEIRAS DE SALVAR VIDAS


A CQCT é o maior tratado de saúde pública de nossa história e reúne hoje 170 países filiados à ONU. Tal magnitude é a resposta planetária à gravidade da pandemia de doenças relacionadas ao tabagismo, que atualmente responde por 6 milhões de mortes precoces e evitáveis ao ano, globalmente falando, sendo 550 por dia no Brasil.

Não obstante a necessidade clara de controlar o tabagismo, forças obscuras, e outras nem tanto, tentam barrar cada uma das iniciativas que tenham este objetivo. Muitas vezes, o inimigo traveste-se de protetor da economia nacional, garantidor de postos de trabalho ou defensores da liberdade. A pele de cordeiro assume matizes distintas nos parlamentos, órgãos de imprensa, nos cargos do executivo e judiciário, etc.

Para alcançar o êxito no combate à epidemia, a CQCT propõe que as nações adotem algumas medidas fortemente, tais como:


  • Proteger as políticas de saúde pública dos interesses comerciais e outros da indústria do tabaco;


  • Elevar os preços e implementar fiscalização tributária que reduzam a demanda por tabaco;


  • Proteger a população da exposição ao fumo involuntário;


  • Regulamentar o conteúdo dos produtos de tabaco;


  • Regulamentar a divulgação de informações sobre os produtos;


  • Regulamentar a embalagem e rotulagem dos produtos de tabaco;


  • Advertir a população sobre os perigos do tabaco;


  • Banir a publicidade, a promoção e o patrocínio dos produtos de tabaco;


  • Garantir apoio (tratamento) para que as pessoas vençam a dependência em tabaco (nicotina);


  • Controlar o comércio ilícito (contrabando) de produtos de tabaco;


  • Impedir a venda para e por menores de idade;


  • Apoiar os agricultores com alternativas à cultura de tabaco viáveis economicamente.

Para download do poster: clicar.


Vídeo sobre o impacto e as soluções para as doenças não transmissíveis: clicar.