segunda-feira, 24 de novembro de 2008

TABACO, AL GORE e A OUTRA VERDADE INCONVENIENTE


Al Gore, ex-Vice-Presidente dos Estados Unidos, é uma das mais importantes vozes mundiais da atualidade quando falamos sobre a preservação da vida no planeta e o aquecimento global causado pelo homem.
Se o presidente Bill Clinton foi o líder mundial que proferiu os discursos mais contundentes contra a indústria do tabaco, isto se deveu ao seu então principal escudeiro Al Gore, que era o seu vice à época. Até por que, Clinton era fumante, tendo inclusive utilizado-se de um de seus charutos habituais para, o que ele mesmo denominou de, 'relações sexuais impróprias', episódio que se tornou um processo e que quase lhe abreviou o mandato. O que poucos sabem, é que Al Gore é um dos mais ferrenhos combatentes do tabaco, isto desde que vivenciou o sofrimento de sua irmã fumante, Nancy Gore Hunger, morta aos 40 anos por câncer de pulmão. Nancy Gore, segundo as suas próprias palavras, era uma das pessoas de quem mais gostara na vida. O trágico, neste episódio da história da família Gore, é que eles eram plantadores de tabaco, em Tennessee, nos EUA.



Em seu livro, "Uma verdade Inconveniente, o que devemos saber (e fazer) sobre o aquecimento global", Al Gore escreveu:

"Nancy começou a fumar aos 13 anos e nunca parou. Tentou várias vezes, mas o cigarro realmente a dominava.

Os cientistas já tinham concluído que a nicotina viciava mais do que a heroína; e os estudos mostravam que aqueles que começam a fumar na adolescência, ou antes, são os que mais têm dificuldade em parar. Mesmo depois de 1964, quando um relatório do Ministério da Saúde afirmou, de forma clara e inquestionável, que fumar pode causar câncer no pulmão, as indústrias de cigarros continuaram trabalhando sem cessar para incentivar o público a não acreditar na ciência, tentando levantar dúvidas sobre o problema. ...

Falei em público pela primeira vez sobre a morte de minha irmã quando aceitei a nomeação do Partido Democrata para a Vice-Presidência, em 1996. Era impossível não falar nela enquanto o país estava travando uma guerra contra as indústrias de tabaco. O objetivo era fazê-las mudar sua maneira de agir _ não mais ludibriar os jovens, levando-os a cometer o mesmo erro que Nancy cometera quando começou a fumar aos 13 anos...

Sei, a partir desta experiência, que às vezes as pessoas demoram "a ligar os pontos", quando descobrem que um hábito ou comportamento antigo se revelam prejudiciais. ...Da mesma forma como os cientistas do ano de 1964 nos disseram claramente que o cigarro mata por causa do câncer de pulmão e outras doenças, hoje os melhores cientistas do século XXI estão nos dando um novo alerta. Eles nos advertem que o aquecimento e os poluentes que estamos lançando na atmosfera terrestre estão prejudicando o clima do planeta e colocando em grave risco o futuro da civilização humana.
E mais uma vez, estamos demorando tempo demais para ligar os pontos".
Ass. Albert Arnold 'Al' Gore Jr.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

BILL GATES & MICHAEL BLOOMBERG - PESOS PESADOS AJUDAM NO CONTROLE DO FUMO NOS PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO











Bill Gates, presidente do conselho de administração da Microsoft, e Michael Bloomberg, prefeito da cidade de Nova York, anunciaram a doação respectivamente de US$ 125.000.000 e US$ 375.000.000 para contruir com o controle do tabagismo nos países menos desenvolvidos.



Este ato histórico e de grande simbolismo político, sinaliza para a necessidade de implementar-se globalmente os esforços para barrar a epidemia tabágica, cuja estimativa da Organização Mundial da Saúde é de que no século XXI, se nada fizermos de diferente, a mortalidade por doenças tabaco-relacionadas chegará a 1 bilhão de pessoas.



A justificativa de Gates e Bloomberg para estas doações, que vai para os anais do movimento mundial de conscientização sobre os riscos do fumo, pode ser vista no vídeo disponibilizado pelo New York Times: LINK.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

BARACK OBAMA FOI QUASE UM MARLBORO MAN




O fato de Barack Obama fumar gerou muita polêmica e provocação nos EUA no início da campanha. Para concorrer à presidência dos EUA, ele assumiu que parou de fumar havia 1 ano. Parece ter conseguido livrar-se dos cigarros com uso das gomas de mascar de nicotina, que sempre mantinha à mão, guardadas no bolso esquerdo de seus paletós.


Nos Estados Unidos morrem 1200 pessoas todos os dias por doenças ligadas ao uso do fumo.


Senator Barack Obama on quiting smoking
http://www.youtube.com/watch?v=QzGU4hpONJw

Barack Obama's smoking problem
http://www.youtube.com/watch?v=FyefO88f3hM

Barack Hussein Obama, addicted to smoking
http://www.youtube.com/watch?v=4AEfQQMpn84

When Presidential candiddates smoke
http://www.youtube.com/watch?v=L1SMSbUNW6U&NR=1

Obama smokes!
http://www.youtube.com/watch?v=mBFB0PVv1Y4

Dirty ashtrays in the Oval office
http://www.youtube.com/watch?v=X9LcNyn614I&NR=1

Democrats on smoking
http://www.youtube.com/watch?v=8qNMBSwoIGw&NR=1


Abs. Alexandre Milagres.

domingo, 16 de novembro de 2008

DEPOIMENTO DO ESCRITOR JOÃO UBALDO RIBEIRO SOBRE TABAGISMO




João Ubaldo Ribeiro é escritor e jornalista. Imortal da Academia Brasileira de Letras, João é considerado o maior romancista brasileiro da atualidade, sendo autor de obras e mais obras de sucesso, tais como, Sargento Getúlio, Viva o Povo Brasileiro, O Sorriso do Lagarto e O Conselheiro Come. Como um bom baiano, ilhéu de Itaparica, João Ubaldo é um grande contador de causos, papo para tardes inteiras. Neste delicioso depoimento à Rádio Pulmão Bom, João Ubaldo nos remete às décadas de 50 e 60 do século passado, trazendo à baila parte do simbolismo e do fascínio que o tabaco exercia sobre os meninos da época. Entretanto, o escritor e amigo não se furta de revelar-nos as conseqüências que a opção pelo ato de fumar trouxe para a sua saúde, fala de sua dificuldade em abandonar a droga nicotina e das alterações em sua função respiratória provocadas pelas fumaça dos cigarros. Para ouvir o depoimento: Link.

O TABAGISMO PROMOVE 1 HOLOCAUSTO POR ANO








O Dr. Jeffrey Wigand foi Vice-Presidente da 2a. maior indústria de tabaco no mundo, a Brown & Williamson. Os depoimentos que prestou no Congresso Americano, junto com a toda a documentação apresentada, foram um marco no movimento mundial contra o tabagismo.

Parte de sua saga contra a indústria do fumo foi magistralmente apresentada no filme The Insider (O Informante), filme este que recomendamos a todos aqueles que desejam engajar-se neste movimento em prol da saúde pública mundial.
Trecho de 'Paixão por Cigarros'
transmititdo pelo GNT
video
Depoimento de Jeffrey Wigand

Abaixo, transcrevemos o prefácio que o Dr. Wigand escreveu para o nosso livro eletrônico "Fumar Pra Quê, Meninos e Meninas?".

Boa leitura. Saudações anti-tabágicas.
Alexandre Milagres.


PREFÁCIO do "Fumar Pra Quê, Meninas e Meninos?", por Jeffrey Wigand

A cada ano, mais de 5 milhões de pessoas mundo à fora perdem as suas vidas por causa do tabaco. Pensem nisto. 5 milhões de pessoas. Todas estas vidas são perdidas desnecessariamente e isto pode ser prevenido. Assustadoramente, a Organização Mundial da Saúde estima que se a indústria do tabaco continuar com os seus negócios livremente como sempre, esta quantidade aumentará para 10 milhões de vidas perdidas por ano. Esta imagem é equivalente a um holocausto por ano. Evidentemente, medidas de prevenção são imperativas. Agora, mais do que nunca, nós precisamos “desnormalizar” um produto que pode matar tanto o seu usuário quanto o inocente que esteja próximo.
A triste verdade é que mais de 90% dos fumantes adultos começam antes dos 18, em média entre 11 e 13 anos. A indústria sabe disto, inclusive um de seus mantras é “se nós os fisgamos quando jovens, nós os fisgamos para a vida toda”. De forma perturbadora, meninas jovens estão emergindo como um alvo novo para a indústria. Enquanto os países desenvolvidos do mundo restringem a liberdade de distribuição e venda de tabaco, a voracidade por lucros da indústria força-as a adentrarem em novos mercados. Estes novos mercados tendem a ser em países em desenvolvimento ou países com poucas barreiras regulatórias, em que discriminação de gênero seja a norma. Consequentemente, tanto mulheres quanto crianças estão sob grande risco de desenvolverem dependência em nicotina _ uma dependência que pode roubar a sua vitalidade, privá-los da oportunidade de contribuir para o crescimento de seus países e freiar o país, com gastos com assistência à saúde e perdas de produtividade.

A chave para minorar o dano causado pela indústria é um forte controle dos produtos. Este controle é multifacetado e não inclui apenas um componente informativo e educacional, mas também inclui restrições na fabricação e conteúdo dos produtos de tabaco, aumentos nos preços dos produtos de tabaco e criação de ambientes livres de fumaça. Um programa compreensível para minorar o dano causado pelo tabaco inclui estes quatro componentes.

O componente informativo/educacional inclui uma revelação completa dos efeitos e dos conteúdos do produto, rotulando-o com imagens fotográficas de advertência para elevar a o nível de conhecimento sobre as conseqüências sobre a saúde; restrições à publicidade e programas de educação que dotem as nossas crianças de ambas as informações, aquela que se contrapõe às campanhas de relações públicas da indústria, assim como a que as capacitam a fazerem escolhas inteligentes.
Como a indústria intencionalmente projeta os produtos de tabaco de uma maneira que aumente a geração de dependência, restrições na fabricação destes produtos são também necessárias. Sem dúvida, um produto completamente regulado poderia modificar a facilidade com que se fuma, com a restrição de certos aditivos que reforçam o uso e a dependência. Por exemplo, a indústria frequentemente inclui aditivos açucarados, tais como alcaçus, mel e chocolate em seus produtos. Estes ingredientes facilitam a iniciação e o uso, e ainda aumentam o desenvolvimento de dependência. A indústria também usa substâncias químicas para elevar a potência da nicotina e aumentar a sua taxa de absorção. Há uns 10 aditivos usados em cigarros, selecionados dentre mais de 600, que se fossem reduzidos na quantidade total adicionada ao tabaco dos cigarros, ou totalmente retirados, diminuiriam a facilidade no uso e a dependência. Afinal, é a dependência físico-química à nicotina que conduz compulsivamente o dia a dia da vida de um fumante.
Os aumentos de preço comprovadamente reduzem a taxa de fumo da juventude. Nós aprendemos, com a experiência, que um aumento de 10% no preço leva a 7% na queda do fumo entre os jovens. Além da elevação dos preços, elevar a idade a partir da qual uma criança possa legalmente comprar o produto e impondo penalidades aos comerciantes que vendam produtos a crianças abaixo desta idade pode ajudar a mitigar o dano causado pelo tabaco.

Finalmente, a criação de ambientes livres de fumo nos locais de trabalho, restaurantes e espaços públicos, é essencial para mitigar os efeitos do fumo passivo sobre um inocente que esteja presente. A criação de espaços públicos e de trabalho livres de fumaça tem salvo muitas vidas inocentes em municípios, estados e países. Além disto, estes ambientes deram aos fumantes que desejam parar de fumar um caminho e uma motivação para abandoná-lo.

Idealmente, um planejamento para reduzir o dano causado pelos produtos de tabaco incluirá todos estes quatro componentes: educação e informação, regulamentações na fabricação, aumentos nos preços e ambientes livres de fumo.

Este livro fornece ao leitor informação e educação sobre o produto, um primeiro passo essencial. É a minha esperança, e a daqueles que estão bem informados sobre este produto, que o leitor será inspirado a agir de forma que contribuirá para mitigar o dano causado por este produto e é a minha crença, que aqueles que estão bem informados têm o dever de assim proceder.

Ass. Jeffrey Wigand, ex-Vice-Presidente de Pesquisa e Desenvolvimento da Brown & Williamson.
(English)

N.R. A Organização Mundial da Saúde considera que há dois momentos no movimento mundial contra o fumo: antes e após Jeffrey Wigand link1.













A luta do Dr. Wigand contra o sistema-tabagismo pode ser vista no Filme O Informante (The insider), de Michael Mann, 1997 Link2.

Posteriormente, Wigand criou uma organização para contribuir para a conscientização da turma jovem: Smoke Free Kids (Crianças Livres da Fumaça)Link3.

A FORMA DE SALVAR MILHÕES DE VIDAS É PREVENIR O TABAGISMO



A matéria abaixo emociona, sobretudo, se nos lembrarmos que foram escritas pelo prefeito da cidade mais importante do mundo atual, Nova York, e não por um profissional de saúde especializado no tema.
Michael Bloomberg, 34o. homem mais rico dos EUA, neste artigo publicado na revista Newsweek, em 29 de setembro de 2008, demonstra, didaticamente, o porquê de termos que agir mais intensamente no controle do tabagismo em todo o mundo.
Boa leitura.
Alexandre Milagres.

A FORMA DE SALVAR MILHÕES DE VIDAS É PREVENIR O TABAGISMO

Michael R. Bloomberg
NEWSWEEK
29 set 2008
Todos os dias pelo mundo, ocorrem tragédias que são totalmente evitáveis: irmãos sepultando irmãos, cônjuges sepultando cônjuges, e crianças sepultando pais _ todos morrendo prematuramente. Qual é a causa principal destas mortes preveníveis? É a tuberculose? A aids? A malária? Cada uma destas recebe um grande espaço de cobertura dos meios de comunicação juntamente com centenas de milhões de dólares em verbas _ o que é justo. Mas há uma outra epidemia mortal que mata mais pessoas do que todas estas três doenças somadas, e até recentemente, ela quase não recebia atenção do público: o tabagismo.
O tabaco tornou-se a principal causa mundial de morte. Sobre quantas mortes estamos falando? Imagine um ginásio de basquetebol de uma escola totalmente lotado. Aproximadamente, 14.000 pessoas morrem a cada dia pelo fumo de tabaco. Se nós não fizermos nada, o tabaco poderá matar 1 bilhão de pessoas até o final deste século.
Mas só se nós não fizermos nada.
Em Nova York, nós vimos o quão eficazes os programas anti-fumo podem ser. Em 2002, eu assinei uma lei proibindo o fumo em todos os locais de trabalho. Houve uma enorme gritaria, mas então algo aconteceu: as pessoas amaram esta decisão. Bares e restaurantes viram os seus negócios aumentarem. Garçonetes beijaram-me e disseram-me que eu salvei-lhes as suas vidas. E logo em seguida, cidades e estados pelo país a fora _ junto com a Inglaterra, a Irlanda, a França, a Itália e outros países com níveis altos de consumo de fumo _ começaram a aprovar leis similares. Ao lado da proibição do fumo, nós aumentamos os impostos sobre o cigarro em Nova York, exibimos campanhas público-educativas de alto impacto e provimos adesivos de nicotina gratuitos. O resultado? Após 10 anos não vendo declínio no tabagismo, nós reduzimos o número de fumantes em 21% _ e reduzimos o fumo entre adolescentes em mais de 50%. Há 300.000 fumantes a menos na cidade de Nova York do que havia há seis anos atrás.
Enquanto o uso de tabaco está agora em declínio em Nova york e em algumas nações industrializadas, ainda assim, ele está crescendo em países como a Rússia e a Indonésia. Mais de 80 por cento das mortes por tabaco nas próximas décadas estarão nos países em desenvolvimento, incluindo a China e a Índia. Mas discutindo a situação com filântropos e especialistas em saúde pública, eu cheguei a conclusão de que os dólares destinados à saúde pública eram aplicados no combate a outras causas de morte e quase nenhum recurso existia para lutar contra o tabaco.
Dois anos atrás, eu decidi mudar isto. Reforçado por um tratado de controle do tabaco internacional, eu destinei 125 milhões de dólares para um novo esforço global para redução do uso do tabaco (doação que, desde então, elevou-se para 375 milhões de dólares). Bill e Melinda Gates juntaram-se a este esforço, com mais 125 milhões de dólares deles. E, em parceria com a Organização Mundial da Saúde, nós desenvolvemos uma estratégia denominada
MPOWER, que inclui seis soluções que comprovadamente salvam vidas:
Controlar o uso do tabaco e políticas de prevenção. Eu sempre digo, “se você não pode avaliar a dimensão de um problema, você não pode administrá-lo”. Para determinar a efetividade de nossos esforços, é essencial monitorar quais países adotam quais estratégias _ e como estas políticas afetam as taxas de consumo de fumo.
Proteger as pessoas do fumo passivo. Os ambientes livres de fumaça são as únicas formas comprovadas de proteger as pessoas _ e como nós observamos em Nova York, eles são populares, eles melhoram a saúde e eles são bons para os negócios.
Oferecer ajuda às pessoas para pararem. A maioria dos fumantes deseja abandonar mas acha difícil parar. Aconselhamento e medicamentos _ tais como adesivos e gomas de mascar de nicotina _ podem triplicar as chances de sucesso.
Alertas sobre os perigos do tabaco. Apesar das evidências científicas claras, relativamente poucos usuários de tabaco tem a compreensão completa sobre a extensão dos riscos à saúde. Junto com campanhas publicitárias para o abandono agressivas, grandes imagens de advertência nos maços de cigarro ajudam os fumantes a abandonarem.
Reforço na proibição do patrocíno, da promoção e da propaganda de tabaco. Estas proibições podem ajudar a conter os bilhões de dólares gastos pela indústria do tabaco em atividades de marketing todos os anos. Proibições parciais e restrições voluntárias têm pouco ou nenhum efeito.
Aumento nos impostos sobre o tabaco. Esta é a forma isolada mais efetiva de reduzir-se o fumo, particularmente entre os jovens. Além de ser um desestímulo, estes impostos geram recursos necessários para apoiar os programas e as campanhas publicitárias que ajudam as pessoas a abandonar o fumo.
Apenas 5% das pessoas no mundo estão protegidos por quaisquer destas estratégias, e nenhum país as implementou totalmente ainda. Mas isto é um ponto de partida para a mudança, graças em parte aos grupos locais que nós estamos apoiando mundo a fora e às autoridades governamentais que estão começando a opor resistência às companhias de cigarro. Do México à Turquia e à China, governos estão começando a adotar as estratégias do MPOWER.
É claro que os céticos dizem que o problema do tabagismo está culturalmente enraizado demais para ser resolvido. Mas parte do saber lidar com um problema enraizado _ seja na saúde, na educação ou na segurança públicas_ envolve desafiar as expectativas das pessoas sobre o que é possível. Como sabemos pela nossa experiência na cidade de Nova York, quando as pessoas aceitavam níveis de criminalidade altos, nós tivemos níveis de criminalidade altos. Quando as pessoas aceitavam níveis baixos de graduados em ensino superior, nós tínhamos níveis baixos de graduados em ensino superior. E quando as pessoas aceitam níveis de consumo de tabaco altos, nós temos níveis altos de consumo de tabaco_ e 5 milhões de mortes tabaco-relacionadas por ano. Mas tem que ser deste jeito! E se mais pessoas, grupos comunitários, organizações internacionais e autoridades governamentais tomarem a iniciativa de dar um basta na principal causa de mortes preveníveis, ela não continuará a sê-lo.
Combater o tabagismo é a forma isolada mais eficaz para que nós possamos prevenir mortes prematuras nos países em desenvolvimento. Um bilhão de vidas estão na balança.
Bloomberg é o prefeito da cidade de Nova York.
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English)