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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

CINEMA E CIGARRO, ASPECTOS DA REALIDADE

Diretores de cinema transportam o uso do fumo para as películas
O movimento mundial pelo banimento do fumo tem denunciado a associação espúria entre as indústrias cinematográfica e de tabaco para seguir glamourizando o tabagismo e catapultar as vendas.
Entretanto, um olhar analítico e crítico sobre diversas produções descobre nuances interessantes das visões de roteiristas e diretores sobre os papéis dos cigarros na vida real das pessoas. Jovens sob o risco da experimentação devem ser estimulados à percepção das mensagens embutidas nas obras.
Merece atenção a associação entre neglicência de equipe de saúde no cuidar de uma criança, a gestão precária dos recursos humanos sobrecarregados pelo excesso de trabalho e a dependência nicotínica. Convido-os a analisar este trecho de filme _The Confession, que foi baseado no livro FERTIG, de Sol Yurick, e dirigido por David Jones:
Cigarro e Neglicência Médica

EX-PRESIDENTE LULA ENFRENTA SEU MAIOR DESAFIO

Câncer de laringe do ex-presidente surpreende a nação brasileira

Os jornais eletrônicos da manhã de sábado, 29/out/2011, surpreenderam e sensibilizaram todos no país. Foi a revelação do diagnóstico para a rouquidão que o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva vinha se queixando havia semanas: câncer de laringe.
Elihu Duayer

Para a neoplasia de laringe os dois fatores de risco principais são o consumo excessivo de álcool e o uso de produtos de tabaco.


Entrevista do Dr. Fernando Dias, 30/out/11
Chefe do Serviço de Cabeça e Pescoço do INCA
Programa Fantástico, Rede Globo

domingo, 12 de junho de 2011

BILL GATES DE CABEÇA NA LUTA CONTRA O FUMO

Criador da Microsoft lança a campanha chinesa contra o fumo passivo

Acompanhado do Vice-Ministro da Saúde chinês, Bill Gates lança em Pequim a campanha governamental daquele país sobre o fumo involuntário.

A China é o maior produtor de tabaco do mundo, entretanto, não está entre os maiores exportadores do produto, devido ao fato de seu consumo interno dar conta de quase toda a produção. Cerca de 1 entre cada 3 fumantes do planeta são chineses e estima-se que haja 1 milhão de mortes precoces anuais relacionadas ao tabaco por lá.

Do ponto de vista sanitário, aguarda-se um flagelo na China, com receio dos estudiosos de que 1 terço dos homens morram por este fator nos próximos 30 anos, se nada for implantado urgentemente para o controle do tabagismo local. Há ainda um temor adicional: o de que a pandemia irá agravar-se caso as iniciativas da indústria do tabaco deem certo e o contingente feminino seja cooptado.

Bill Gates tem se notabilizado por atuar fortemente no movimento mundial pelo controle da pandemia das doenças provocadas por tabagismo. O empresário foi trazido para o campo de batalha por outro filantropo americano, e atual prefeito de Nova York, Michael Bloomberg.

Bloomberg talvez seja a autoridade planetária mais engajada no esforço antitabágico. Vale a leitura de seu artigo escrito para a revista Newsweek: A Forma de Salvar Milhões de Vidas é Controlar o Tabagismo, 29/set/2008 _ link.

Michael Bloomberg e Bill Gates anunciam a doação de 500 milhões de dólares para o combate ao fumo nos países em desenvolvimento, 23/jul/2008

Bill Gates lança a campanha chinesa anti fumo involuntário 'Diga não! ao fumo involuntário', 11/jun/2011

Recomendamos o trecho que editamos do documentário PAIXÃO POR CIGARROS, onde um chinês realiza um ativismo singular no combate ao fumo em seu país _link.

domingo, 6 de março de 2011

MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DO DIA MUNDIAL SEM FUMO 2011 LIBERADO PELA OMS

Maior tratado mundial da saúde pública é o tema para o 31 de maio







Desde 1990, o dia mundial sem fumo é celebrado em 31 de maio. O tema de trabalho para 2011 é: a Conveção Quadro para o Controle do Tabaco - CQCT (Framework Convention on Tobacco Control - FCTC).




3 MANEIRAS DE SALVAR VIDAS


A CQCT é o maior tratado de saúde pública de nossa história e reúne hoje 170 países filiados à ONU. Tal magnitude é a resposta planetária à gravidade da pandemia de doenças relacionadas ao tabagismo, que atualmente responde por 6 milhões de mortes precoces e evitáveis ao ano, globalmente falando, sendo 550 por dia no Brasil.

Não obstante a necessidade clara de controlar o tabagismo, forças obscuras, e outras nem tanto, tentam barrar cada uma das iniciativas que tenham este objetivo. Muitas vezes, o inimigo traveste-se de protetor da economia nacional, garantidor de postos de trabalho ou defensores da liberdade. A pele de cordeiro assume matizes distintas nos parlamentos, órgãos de imprensa, nos cargos do executivo e judiciário, etc.

Para alcançar o êxito no combate à epidemia, a CQCT propõe que as nações adotem algumas medidas fortemente, tais como:


  • Proteger as políticas de saúde pública dos interesses comerciais e outros da indústria do tabaco;


  • Elevar os preços e implementar fiscalização tributária que reduzam a demanda por tabaco;


  • Proteger a população da exposição ao fumo involuntário;


  • Regulamentar o conteúdo dos produtos de tabaco;


  • Regulamentar a divulgação de informações sobre os produtos;


  • Regulamentar a embalagem e rotulagem dos produtos de tabaco;


  • Advertir a população sobre os perigos do tabaco;


  • Banir a publicidade, a promoção e o patrocínio dos produtos de tabaco;


  • Garantir apoio (tratamento) para que as pessoas vençam a dependência em tabaco (nicotina);


  • Controlar o comércio ilícito (contrabando) de produtos de tabaco;


  • Impedir a venda para e por menores de idade;


  • Apoiar os agricultores com alternativas à cultura de tabaco viáveis economicamente.

Para download do poster: clicar.


Vídeo sobre o impacto e as soluções para as doenças não transmissíveis: clicar.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

MUITOS TENTAM AJUDAR A BARRAR A PANDEMIA DO TABAGISMO

O engajamento e o esforço de muitos é fundamental

Controlar o Tabagismo, maior problema mundial de saúde pública, é uma tarefa hercúlea.

Há mais de 50 anos, centenas de ativistas e pesquisadores tentam alertar a sociedade sobre os riscos do consumo de tabaco sob qualquer apresentação (cigarro, charuto, cachimbo, fumo de rolo, rapé ou narguilé), por este ser responsável pela morte de 6 milhões de pessoas ao ano globalmente.

Felizmente, a mensagem de alerta, de eficácia ainda não valorizada e medida, também pode vir de grupos não listados como profissionais de saúde e não ligados às universidades. E o que é ainda mais interessante: vem permeada por humor da melhor qualidade.



Vira & Mexe: Me Ardi O Ôi

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

UMA VOZ PRÓ FUMO

Artista premiada transforma o maior problema de saúde pública do mundo em arte

Ilana Kaplan, uma atriz extraordinária, transforma uma questão árida em puro deleite.

Não obstante ser o tabagismo o maior problema de saúde pública do mundo, para entendê-lo, em todas as suas nuances, temos que estar de antenas sintonizadas com tudo o que dele se diz e o que por ele sentem os seduzidos.

Ilana Kaplan: talento puro

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O ESPÍRITO CRÍTICO DOS JOVENS DEVE SER INCENTIVADO

As indústrias tem colaboradores de peso

Se queremos alterar o curso da história mais rapidamente, no que tange à não adesão dos jovens à nicotina, é fundamental darmos espaços e instrumentos para estes possam desenvolver o espírito crítico frente às oportunidades que apareçam e oferecimentos que recebam.

O jovem prefere desenvolver ele próprio os seus conceitos de certo e errado, de conveniente e inconveniente, mas bilhões de dólares são utilizados para corromperem-lhes estas capacidades de discernimento.





Trecho do filme 'Obrigado Por Fumar'


Em 2010, seguindo quase como um roteiro a proposta explicitada acima, a produção de Um Homem Misterioso (The American) mostra uma cena de sexo entre as personagens de George Clooney e Violeta Placido, finalizada obviamente pelo tabagismo. Exatamente como proposta em Obrigado Por Fumar.




George Clooney e Violeta Placido cumprem o papel que lhes foi proposto: ajudar na venda de tabaco.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A DEPENDÊNCIA EM NICOTINA - FENÔMENO NEONATAL OU ATÉ ANTERIOR


A dependência em nicotina é um dos problemas de saúde pública mais graves da atualidade. A dependência no alcaloide começou no mundo dito civilizado a partir da observação de práticas indígenas durante as ditas descobertas das terras das Américas no século XV.

Entretanto, os efeitos mais trágicos do tabagismo começaram a impactar mais intensamente a humanidade a partir do final do século XIX, quando, após o processo de industrialização, surgiram os cigarros produzidos por máquinas. A partir daí, os estudos mostram um aumento significativo do consumo, com a subsequente avalanche de doenças relacionadas à prática de fumar.

Dada à iniciação ocorrer em sua esmagadora maioria antes dos 18 anos, assumiu-se considerar o tabagismo uma 'doença pediátrica'.

Uma das estratégias para o controle do tabagismo, claramente de vanguarda, é valorizar o abandono do fumo dos pais ainda no momento de planejamento da gravidez.
A introdução de nicotina no feto, através do cordão umbilical durante os 9 meses de gestação, é uma forma silenciosa de geração de novos dependentes da droga. As substâncias tóxicas podem lá chegar oriundas tanto da fumaça produzida pela mãe, quanto pela fumaça produzida por outros mas tendo a mãe como fumante involuntária (passiva).


Criança fumante na Indonésia - risco quando os pais fumam

domingo, 25 de janeiro de 2009

MARGARET CHAN - DIRETORA-GERAL DA OMS, DISCURSO SOBRE A PARCERIA ENTRE PAÍSES PARA CONTROLAR O TABAGISMO


Abertura da plenária da terceira sessão da Conferência dos Parceiros para a Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco
Durban, África do Sul
17 de Novembro de 2008

OMS Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco: um instrumento poderoso
Dra Margaret Chan
Diretora-Geral da Organização Mundial da Saúde

Excelências, distintos delegados, senhoras e senhores,
É uma honra para mim discursar nesta terceira sessão da Conferência dos Parceiros. Apenas lamento que, devido aos compromissos anteriormente assumidos, eu não possa estar pessoalmente com vocês.
No mês passado, a OMS publicou o seu Relatório Mundial sobre a Saúde, este ano direcionado aos cuidados de atenção básica, que também traz um foco forte na prevenção. Entre as suas muitas recomendações e achados, o relatório estima que um melhor uso das medidas existentes poderia prevenir em torno de 70% do peso da doença global.
Sem sombra de dúvidas, a Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco da Organização Mundial da Saúde é o instrumento mais poderoso que temos, como uma comunidade internacional, para reduzir o peso da doença global. Como todos sabemos, o uso do tabaco é isoladamente a maior causa prevenível de morte no mundo hoje.

A Convenção-Quadro foi a ‘primeira’ em diversos aspectos. Ela foi um marco para o primeiro uso da autoridade constitucional da OMS em elaborar um tratado de saúde internacional. Ela liderou de forma pioneira um modelo de colaboração poderoso, não apenas como uma comunidade internacional, mas também entre muitos ministros de governos que raramente trabalham juntos na busca de objetivos ligados à saúde.
Nós nunca devemos subestimar o poder destas façanhas.
Nas nossas sociedades tão proximamente interconectadas, os problemas da saúde de forma crescente têm causas globais e conseqüências globais, que deixam claro ser necessário uma ação coordenada, também com setores de fora da área da saúde. Isto é especialmente verdade para as doenças crônicas não transmissíveis.
Estas doenças partilham fatores de risco relacionados a estilos de vida não saudáveis, como o uso do tabaco, o uso nocivo do álcool, as dietas não saudáveis, e atividade física inadequada. Como o Relatório Mundial sobre a Saúde aponta, a disseminação destes estilos de vida não saudáveis é uma tendência global alarmante agora. Além disto, o controle destes fatores de risco vai além da responsabilidade do setor da saúde.
A prevenção, por conseguinte, requer um tipo de colaboração internacional e de ação multisetorial incorporados na Convenção-Quadro.
Senhoras e senhores,
O primeiro relatório sobre a epidemia tabágica da OMS, publicado mais cedo este ano, fornece a mais abrangente coleta de dados sobre o uso do tabaco e as medidas controle adotadas a nível global.
O relatório apresenta um instrumento de implementação para a demanda de medidas de redução contidas na Convenção-Quadro. Esta arma de assistência técnica, chamada MPOWER, consiste em 6 medidas políticas de eficácia comprovada, refletindo uma ou mais das disposições do tratado. Ela é parte da abordagem da OMS para apoiar os países no trabalho crítico de implementação.
Estas medidas de senso comum são custo-efetivas, e estão ao alcance de todos os países, não importando o seu nível de desenvolvimento. Infelizmente, o relatório também revela que apenas 5% da população mundial está totalmente protegida por estas medidas.
Isto nos fala do desafio claro que temos adiante: garantir a completa implementação da Convenção-Quadro a nível de país. Implementando estas medidas efetivas, nós liberamos a verdadeira “bala de prata” da medicina preventiva.
Mas deixem-me lembrá-los. Tanto o texto quanto o espírito da Convenção encoraja os Parceiros a irem além do tratado. A OMS sempre manteve que a Convenção dá aos países um chão, e não um teto, para o controle do tabaco.
Hoje, o primeiro tratado sobre tabaco está num momento crítico de sua evolução, onde a ação é necessária para garantir o seu status como um documento vivo com uma expectativa de vida longa.
Vocês têm diante de vocês uma agenda ambiciosa e importante. A negociação que está ocorrendo para um protocolo sobre o comércio ilegal de produtos de tabaco é um passo vigoroso na direção correta. Agora cabe a todos nós, trabalhando para eliminar a epidemia do tabaco, ver como estes instrumentos, como as diretrizes desenvolvidas pela Conferência dos Parceiros, são implementados de forma a maximizar o seu potencial.
Eu desejo a vocês que o encontro seja o mais produtivo possível. Vocês estão, uma vez mais, mostrando o poder da prevenção e o poder da colaboração internacional para melhorar a saúde do mundo verdadeiramente em grande escala.
Obrigada.
Margareth Chan
Diretora-Geral
Organização Mundial da Saúde
Vídeo do discurso: Link

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

O PAPEL DA MÍDIA NA PROMOÇÃO E NA REDUÇÃO DO USO DO TABACO



A mídia, em suas mais diversas apresentações e possibilidades, representa, ao mesmo tempo, entrave e parte da solução para o maior problema de saúde pública a ser enfrentado neste início do século XXI, o TABAGISMO.

O Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos publicou um trabalho importantíssimo sobre este tema: O Papel da Mídia na Promoção e na Redução do Uso do Tabaco. É uma obra extensa, de 684 páginas, mas que merece fazer parte da biblioteca virtual daqueles que zelam pelo controle do tabagismo no mundo.

Publicamos abaixo o prefácio deste trabalho, escrito por Tim Johnson, editor médico da rede norte-americana ABC News.

Alexandre Milagres.

"Prefácio
Assim que eu comecei a trabalhar em TV, com a afiliada da rede ABC em Boston, em 1972, a difusão pela televisão reinava, com o domínio apenas da ABC, CBS e NBC. Mesmo tendo entrado no negócio por acaso e não posuindo nenhum treinamento formal em mídia, rapidamente compreendi o poder das ondas em influenciar as mentes e os corações dos telespectadores. Eu também me tornei muito consciente da responsabilidade que isto acarretava, a necessidade de ser exato e compreensível, lembrando o conselho de Mark Twain de acautelar-se ao ler livros sobre saúde, pois os erros poderiam matá-lo.

Examinando com atenção os dados neste Guia fortemente informativo, mais uma vez fui remetido àquelas emoções: estimulado pelas oportunidades proporcionadas pela mídia e ansioso a cerca do poder de seu mal uso. Qualquer frase ou som podem afetar milhões de pessoas. Lidando com tabaco, eu penso que este poder potencial nunca deve ser esquecido.

O tabaco cativa as pessoas que não conseguem resistir racionalmente ao seu canto de sereia e pode liberar lentamente uma doença mortal que pode matá-las mesmo enquanto elas tentam fugir da armadilha potente da dependência. Portanto, aqueles dentre nós a quem foram dados os privilégios de acesso à mídia deveriam ser cuidadosos de suas próprias responsabilidades na luta contra o uso do tabaco – incluindo a necessidade de escolher palavras e imagens para evitar informação inadequada que levem a tentação aos jovens confiados aos nossos cuidados.

Eu passei a crer que, a não ser que nós pensemos e sintamos que estamos lutando uma batalha letal contra o uso do tabaco, nós não obteremos êxito em vencer as forças da corrente que irão promovê-lo. Este Guia contém informação em abundância sobre como a indústria do tabaco usa a mídia em benefício dela própria.

Penso que, como eu, mesmo se vocês já os viram em ação, vocês ficarão pasmos com as táticas utilizadas para promover o tabaco. O uso do tabaco é um fenômeno social largamente impulsionado pela mídia de massa ao longo do século passado, comandado por profissionais da indústria do tabaco, que mudam as suas estratégias constantemente para alcançar os seus objetivos. Eles combinam os recursos obtidos por uma indústria geradora de lucros com a mudança da mídia e do cenário regulatório, para venderem um produto que permanece sendo nosso maior desafio em saúde pública. Nós não removeremos o tabaco de nossa sociedade a não ser que queiramos compreender as constantes mudanças de tática da indústria.

Mas este Guia dá corangem e estímulo para contra-atacar – informação sobre esforços que obtiveram sucesso.

Mais uma vez, surpreendí-me com o que pode funcionar e fui estimulado a pensar sobre novas formas de marcar posição e fazer a diferença.

Eu os convido a considerar este Guia como uma referência valiosa para a compreensão de como a mídia pode ser utilizada na guerra contra o tabaco. Mantenha-o à mão para um aconselhamento inteligente, um encorajamento estratégico, e um parceiro numa causa nobre.

Tim Johnson,
Editor médico, da ABC News
Junho 2008

LINK para a íntegra do trabalho:
http://cancercontrol.cancer.gov/tcrb/monographs/19/m19_complete.pdf

NCI – National Cancer Institute
U.S. National Institutes of Health
www.cancer.gov "

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

TABACO, AL GORE e A OUTRA VERDADE INCONVENIENTE


Al Gore, ex-Vice-Presidente dos Estados Unidos, é uma das mais importantes vozes mundiais da atualidade quando falamos sobre a preservação da vida no planeta e o aquecimento global causado pelo homem.
Se o presidente Bill Clinton foi o líder mundial que proferiu os discursos mais contundentes contra a indústria do tabaco, isto se deveu ao seu então principal escudeiro Al Gore, que era o seu vice à época. Até por que, Clinton era fumante, tendo inclusive utilizado-se de um de seus charutos habituais para, o que ele mesmo denominou de, 'relações sexuais impróprias', episódio que se tornou um processo e que quase lhe abreviou o mandato. O que poucos sabem, é que Al Gore é um dos mais ferrenhos combatentes do tabaco, isto desde que vivenciou o sofrimento de sua irmã fumante, Nancy Gore Hunger, morta aos 40 anos por câncer de pulmão. Nancy Gore, segundo as suas próprias palavras, era uma das pessoas de quem mais gostara na vida. O trágico, neste episódio da história da família Gore, é que eles eram plantadores de tabaco, em Tennessee, nos EUA.



Em seu livro, "Uma verdade Inconveniente, o que devemos saber (e fazer) sobre o aquecimento global", Al Gore escreveu:

"Nancy começou a fumar aos 13 anos e nunca parou. Tentou várias vezes, mas o cigarro realmente a dominava.

Os cientistas já tinham concluído que a nicotina viciava mais do que a heroína; e os estudos mostravam que aqueles que começam a fumar na adolescência, ou antes, são os que mais têm dificuldade em parar. Mesmo depois de 1964, quando um relatório do Ministério da Saúde afirmou, de forma clara e inquestionável, que fumar pode causar câncer no pulmão, as indústrias de cigarros continuaram trabalhando sem cessar para incentivar o público a não acreditar na ciência, tentando levantar dúvidas sobre o problema. ...

Falei em público pela primeira vez sobre a morte de minha irmã quando aceitei a nomeação do Partido Democrata para a Vice-Presidência, em 1996. Era impossível não falar nela enquanto o país estava travando uma guerra contra as indústrias de tabaco. O objetivo era fazê-las mudar sua maneira de agir _ não mais ludibriar os jovens, levando-os a cometer o mesmo erro que Nancy cometera quando começou a fumar aos 13 anos...

Sei, a partir desta experiência, que às vezes as pessoas demoram "a ligar os pontos", quando descobrem que um hábito ou comportamento antigo se revelam prejudiciais. ...Da mesma forma como os cientistas do ano de 1964 nos disseram claramente que o cigarro mata por causa do câncer de pulmão e outras doenças, hoje os melhores cientistas do século XXI estão nos dando um novo alerta. Eles nos advertem que o aquecimento e os poluentes que estamos lançando na atmosfera terrestre estão prejudicando o clima do planeta e colocando em grave risco o futuro da civilização humana.
E mais uma vez, estamos demorando tempo demais para ligar os pontos".
Ass. Albert Arnold 'Al' Gore Jr.