domingo, 23 de maio de 2010

A INDÚSTRIA DO CINEMA E A DO TABACO - UMA ASSOCIAÇÃO COM RISCOS PARA A SAÚDE PÚBLICA

Recursos oriundos de uma indústria contribuem para a produção de outra. Quem regula esta parceria?

A cena exposta abaixo revela um risco imenso para a saúde pública, onde o roteiro de um filme refere como uma recompensa, por um ato heróico, a obtenção de cigarros.

É complicadíssimo, para os agentes da saúde pública e os ativistas planetários do movimento antifumo, fazer frente às mensagens pró-fumo, dirigidas ao subconsciente de milhões de pessoas, tão extraordinariamente bem arquitetadas pelos roteiristas e produtores das produções hollywoodianas.

Não obstante morrerem quase 6 milhões de pessoas por ano no mundo por doenças relacionadas ao tabaco, a pequena mobilização social em torno do tema ainda não exerce pressão adequada sobre os que decidem.

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Mensagem pró-fumo difícl de combater

A Universidade de São Franscisco, nos EUA, é a que mais alertas produz para os riscos da associação tabaco-cinema. Seus técnicos criaram um projeto Smoke Free Movies (Filmes Sem Fumo), motivados por diversos de seus estudos que comprovavam que o cinema ainda é o que mais tem poder de influenciar os jovens para a adesão à nicotina.

OMS - Tobacco Free Film - 2003

Em 2003, após reiteradas solicitações daquela Universidade, a Organização Mundial da Saúde utilizou-se desta preocupação para lançar o mote da campanha da Dia Mundial Sem Fumo daquele ano: 'Filmes sem tabaco e Moda sem tabaco'.

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